O início do ano letivo quase sempre é motivo de ansiedade para pais e crianças, principalmente aquelas que continuam na primeira infância e frequentam a Educação Infantil. No entanto, é preciso que essa ansiedade não se torne motivo de estresse ou traumas para as crianças.
Conheça algumas ações que podem ajudar neste momento:
O diálogo é sempre a melhor forma de evitar situações desagradáveis. Em entrevista à BBC, a pediatra americana Dana Suskind afirma que mesmo crianças que ainda não falam têm capacidade de compreensão. “Pais e cuidadores são uma força a mais para prepará-las para a escola”, destaca.
Apesar de Dana estar se referindo à questão cognitiva, essa habilidade também pode ser utilizada no sentido emocional, auxiliando a criança a enfrentar esse processo. Portanto, é importante que os pais conversem com seus filhos, explicando como vai funcionar a rotina das crianças na escola, por exemplo.
Quando se fala em crianças na primeira infância, um grande aliado dos pais pode ser a imaginação. Essa habilidade pode ser utilizada para transformar a nova rotina em uma verdadeira aventura, ao mostrar para a criança todas as novas experiências que ela poderá viver no ambiente escolar e como os amigos serão seus parceiros nesse momento. Pode abusar da criatividade!
Exibir fotos dos amigos — e até da professora, se ela já for conhecida — e relembrar momentos que eles passaram juntos, no ano anterior, também pode ser uma boa estratégia para mostrar que a escola não é um ambiente totalmente desconhecido e que os companheiros de aventura serão os mesmos com quem a criança já construiu uma relação de afeto. Se a criança está indo para a escola pela primeira vez, talvez seja o caso de considerar a possibilidade de mandar um objeto do qual ela gosta muito para lhe fazer companhia.
Mesmo apostando no diálogo, deve-se levar em consideração que crianças nessa idade ainda são muito visuais. Dessa forma, é interessante inseri-la, dentro do possível, na preparação para a volta às aulas. Uma boa forma de fazer isso é deixando que a criança ajude a arrumar a mochila ou tenha algum tipo de poder de decisão, como a oportunidade de escolher o tênis que vai usar, por exemplo.