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O sexto ano chegou. E agora?

Desde quando o Ensino Fundamental era chamado de “Primário” e o Ensino Médio de “Ginásio”, já se percebia que a passagem de um para outro, muitas vezes, era problemática e causava uma ruptura significativa na vida do estudante. 

Isso porque, nessa transição, o aluno rompe com diversos fatores que faziam parte da sua vida e que o faziam se sentir seguro. Além de ter que lidar com a chegada da adolescência, o estudante tem que encarar componentes curriculares mais específicos, o que aumenta a quantidade de matérias a serem estudadas e, consequentemente, a quantidade de professores. 

Ainda, é natural que, nessa etapa, os docentes acabem exigindo um pouco mais dos estudantes em relação à organização. Enquanto nos Anos Iniciais os professores costumavam olhar todos os dias os cadernos dos alunos, nos Anos Finais, essa responsabilidade passa a ser exclusivamente do estudante. 

O professor Mayco Cazal, Coordenador do Ensino Fundamental – Anos Finais dos colégios da Rede Positivo, confirma que “a grande e principal diferença entre as duas etapas é a maior quantidade de professores e componentes curriculares. É nesse momento que o aluno começa a encontrar e entender um método de estudo individual, já não mais com a presença integral dos responsáveis e atenção exclusiva do professor, pois a autonomia e organização são exigidas como parte do crescimento e da maturidade que a fase necessita”.

Espera-se, então, que o estudante do 6º Ano tenha mais autonomia em relação ao seu processo de ensino-aprendizagem

Além disso, um ponto que, em geral, não é abordado, mas merece uma atenção especial, são os laços afetivos construídos desde a Educação Infantil entre estudantes e professores. Essa construção contribui para o desenvolvimento dos pequenos e, quando há a ruptura, pode dificultar o processo de adaptação aos Anos Finais. Como os professores do 6º ao 9º Ano têm muito mais do que o dobro de alunos e, geralmente, apenas aulas de 45 minutos em cada turma, muitas vezes, o vínculo com os estudantes acaba ficando ao final da lista de prioridades. 

É por isso que nesse momento de transição, mais do que nunca, o professor deve ter um olhar atento para os seus estudantes, entendendo que o desenvolvimento de algumas habilidades e da autonomia precisam de tempo para acontecer de fato. Além disso, não se descarta a participação da família nesse processo, acompanhando a vida pedagógica do aluno, principalmente nos primeiros anos dessa fase”, comenta o professor.

Dicas de como passar por essa fase tranquilamente

  1. Mapas mentais: comunidade escolar e famílias podem auxiliar os estudantes no hábito de elaborar mapas mentais, utilizando folhas avulsas ou blocos de papéis, como os famosos post-its. Isso ajuda o estudante a aprender a destacar conceitos e informações importantes de cada componente curricular, além de contribuir para a memorização e organização do estudante.

  2. Resumos: eles podem assustar os estudantes, porém, é inegável que são excelentes aliados! Escrever resumos dos conteúdos aprendidos no dia, estabelecendo uma rotina e hábito de estudo, é primordial e ajuda no rendimento acadêmico. Caso o aluno tenha dificuldade na hora de escrever esse tipo de texto, certamente, os professores de Língua Portuguesa ficarão contentes em ajudar.

  3. Apoio pedagógico: por fim, mas não menos importante, o apoio dos professores e da coordenação do colégio é sempre uma boa alternativa. É importante lembrar-se que a equipe pedagógica está sempre à disposição dos estudantes para tirar dúvidas e tornar o processo de ensino-aprendizagem significativo e o mais agradável possível.

Antes de entender alguns comportamentos como falta de compromisso ou de responsabilidade, é importante que a comunidade escolar e as famílias olhem para os estudantes que estão passando por essa transição com um olhar de acolhimento e mediação. Entender que as mudanças dessa fase são muitas já é um grande passo para amenizar as angústias e contribuir para uma passagem tranquila da infância para adolescência.

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